CERRO LARGO FUTSAL/LOJAS BECKER

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Cerro Largo Futsal/Lojas Becker -Série Bronze 2017

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

É HORA DE RENOVAÇÃO NO INTER?????

Alexandre Ernst

alexandre.ernst@zerohora.com.br

As boas atuações de Cassiano, Jackson, Fred, Lucas Lima nos últimos jogos do Inter abriram discussões sobre a utilização destes jogadores em meio à medalhões como Bolívar, Índio, Juan, D'Alessandro, Guiñazu. Seria a hora de o Inter iniciar a renovação de vestiário e iniciar 2013 com um grupo — e até mesmo com o time titular — remodelado? Os garotos da base estão ofuscados por jogadores renomados? A mescla da experiência e juventude pode, finalmente, dar a sequência de vitórias projetada por Fernandão e, assim, colocar o Inter no G-4 e, por consequência, na Libertadores de 2013? Zero Hora ouviu comentaristas para responder a estas questões.

É a hora da renovação no vestiário do Inter?

Nando Gross, comentarista da Rádio Gaúcha: "O Inter oscila demais. Não tem a ver com velhos ou novos. Para apostar em uma renovação tem de esperar um pouco mais. Na quarta, foi uma vitória coletiva, por exemplo. Pode haver uma renovação? Pode. Pode-se trocar nomes, jogadores que não estão bem. Mas não significa colocar guris para jogar.

Luiz Zini Pires, colunista de Zero Hora: "Renovação radical é sempre um perigo, um risco dobrado. O ideal é mudar aos poucos, com inteligência. Mexer num grupo vitorioso é muito difícil. O dirigente hesita, a torcida reclama. Mas o futebol é feito de ciclos, e o Inter parece estar vivendo o fim de vários. A direção foi renovada, o Beira-Rio será estádio de Copa em alguns meses. Agora é a hora do grupo, do time."

Paulo César Vasconcellos, comentarista do SporTV: "As coisas precisam de ação. E o Inter demorou para agir. Nesta temporada, esperou-se muito do Inter. E ele entregou pouco. O Inter está refém de alguns jogadores por conta de sua maior conquista: o Mundial de Clubes. E ainda por cima diante do Barcelona. O Inter tem de entender que a renovação é necessária."

Há perigo em apostar nos garotos?

Nando Gross, comentarista da Rádio Gaúcha: "Não. Se joga bola tem de apostar. Experiência se adquire jogando, se adquire em campo. O Inter poderia até usar esta sequência de final do ano e o Gauchão do ano que vem para dar sequência e ritmo de jogo para essa turma nova."

Luiz Zini Pires, colunista de Zero Hora: "Apostar no futuro é sempre um risco. Alguns garotos não darão certo, outros serão heróis da torcida, podem chegar à Seleção. É preciso cuidado. Uma boa partida não significa tudo. Ele precisam de sequência e paciência, Muitos afundam com resultados adversos. Por outro lado, o Inter mostra, outra vez, que é uma fábrica de bons jogadores. Fred é uma das revelações do Brasileirão."

Paulo César Vasconcellos, comentarista do SporTV: "O perigo de apostar na gurizada é zero. A questão é saber como apostar. Você tem de dar suporte para a gurizada se você quer apostar. Porque, depois, você vai para o mercado comprar "grife" e o retrato dele na parede é bonito, mostra bem o passado. Mas o presente, o momento atual dele, é muito diferente daquela fotografia."

Quem pode ajudá-los a se firmar?

Nando Gross, comentarista da Rádio Gaúcha: "É hora de colocar jogadores da base, mas misturá-los com jogadores experientes. Não pode escalar por ganhar mais, ter mais idade ou menos idade. Tem de jogar quem está jogando mais. A questão da experiência em nada tem a ver com idade. Fred, por exemplo, é um guri e não sente a responsabilidade."
Luiz Zini Pires, colunista de Zero Hora: "Jovens jogadores precisam de um bom gestor dentro e fora de campo. Não necessitam apenas de um tático. Sentem falta de quem os apoie nas más performances também. Jogadores experientes, os comprometidos com as causas dos clubes, podem ser definitivos no processo. Os dirigentes são o outro elo. Eles podem orientar, oferecer a confiança, aquela segurança natural que o jovem necessita para exibir o futebol que todos esperam."

Paulo César Vasconcellos, comentarista do SporTV: "Você tem de ter jogadores que saibam fazer essas transições. Tem de ter uma conversa franca com eles, dizer que o tempo deles está acabando, mas que eles serão importantes na passagem do bastão. Tem de provocar o cara nesse sentido de importância, saber que ele será um guia, um gestor da transição. No Inter, eu percebo isso no Índio e no Bolívar. São dois caras que entendem do Inter, conhecem o Inter como poucos."



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